A hora é agora

O Planeta Terra está passando por uma crise ambiental sem precedentes em tipo e espécie.

As facilidades da era moderna, pós industrialização, com seus descartáveis e, o consumismo exagerado, estão gerando montanhas crescentes de lixo.

Não existe mais água, terra ou ar no planeta que não tenha traços dessa interferência humana.

Além disso, o aumento no uso de energia causado pelo uso de nossos equipamentos, transportes, indústrias, etc. estão levando o planeta a mudanças climáticas perigosas, que já se fazem sentir em todos os ecossistemas.

Estamos interferindo com a sustentabilidade ambiental do planeta.

Não podemos esquecer que tudo esta ligado.

Nosso estilo de vida tem um preço.

Nós estamos colhendo e os nossos filhos colherão, aquilo que plantamos.

A questão é saber: até quando a humanidade continuará caminhando em direção a destruição?

Quantas enchentes e furacões ainda serão necessários para compreendermos que precisamos mudar?

Que planeta queremos deixar para os nossos filhos?

A decisão está em nossas mãos, pois a crise a que assistimos, na realidade, muito mais que uma crise ambiental é uma crise de valores, uma crise de forma de vida, escolhas.

Filipe de Sousa

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Vencer o desmatamento

Vencer o desmatamento

Enfrentar problemas históricos, como o desmatamento e o uso incorreto das florestas brasileiras, é o objetivo do Governo Federal com o Programa Nacional de Florestas (PNF).

Lançado em fevereiro de 2004, o PNF irá disponibilizar R$ 1,8 bilhão em créditos, até 2007, com recursos do BNDES, Pronaf, PropFlora e bancos do Nordeste e da Amazônia; e outros R$ 150 milhões para capacitação, assistência técnica, pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

O PNF cria uma nova política florestal com fundamentos no aumento da cobertura florestal no Brasil por meio da expansão das florestas plantadas, no estímulo ao manejo sustentável, no investimento em formação de mão-de-obra especializada, na criação de linhas de crédito e desenvolvimento tecnológico. Do programa fazem parte, ainda, a regulamentação da concessão de terras públicas e a fiscalização mais intensa e dirigida, com foco na Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga.

Algumas de suas metas são: plantar dois milhões de hectares de florestas; agregar 15 milhões de hectares de matas ao manejo sustentável; recuperar pelo menos 20 mil hectares de matas ciliares; e gerar 5 mil empregos com a construção de 5 mil residências, no Pará, com madeiras apreendidas.

Uso sustentável


O Brasil, detentor da maior diversidade biológica do planeta, tem no uso sustentável de seus recursos naturais uma oportunidade para a promoção do desenvolvimento econômico e social em benefício da população. Interagir com essa natureza tão rica significa conservar e usar de maneira responsável uma das maiores florestas tropicais e o maior manancial hídrico da Terra. Significa também assegurar qualidade de vida nas cidades, onde vivem 81% dos brasileiros, e garantir que as gerações futuras possam desfrutar de todas as riquezas naturais que hoje estamos aprendendo a valorizar.

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O índice de desmatamento no estado do Amazonas será nulo, ou estará muito próximo disso, em 2013. A projeção foi entregue em Manaus, pelo superintendente do Instituto Brasileiro Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no estado, Henrique Pereira, durante a divulgação do relatório anual de atividades do órgão.

"É uma projeção com base nos dados de redução de novas áreas de desmatamento. Em comparação estatística com os anos anteriores, desde 2003, projetamos os dados com a mesma tendência até chegar à taxa zero. Se a situação que temos hoje for mantida nos próximos anos, muito em breve a nossa taxa de desmatamento em floresta primária atingirá um valor próximo de zero", disse Pereira.

De acordo com as informações apresentadas pela direção do Ibama no Amazonas, em 2008, durante a operação de fiscalização Guardiões da Amazônia, a redução do desmatamento no Amazonas foi a mais significativa para os estados da região. Em toda a Amazônia, contudo, a taxa de desmatamento de 2008 foi maior que 2007. Este ano, a região teve 11.968 quilômetros quadrados de novas áreas desmatadas contra 11.532 em 2007.

Do ponto de vista da queda do desmatamento, conforme o relatório, 2008, em comparação com o ano anterior, foi melhor para os estados do Amazonas e de Rondônia, que registram queda de 315 e 550 quilômetros, respectivamente. Na outra ponta estão os estados do Mato Grosso, Roraima e Maranhão, com alta total superior a 1,3 mil quilômetros quadrados.

Segundo a direção do Ibama, apesar do Amazonas apresentar uma redução contínua dos níveis de desmatamento, o estado ainda precisa concentrar esforços para reverter o quadro do município de Novo Aripuanã.

O Ibama afirma que o acesso facilitado aos estoques florestais, aliado a uma situação de grilagem de terras no município, têm contribuído para o dado negativo no local. Em 2008, o município registrou 40,3 quilômetros quadrados de desmatamento. A maior redução foi verificada em Lábrea -- no sul do estado--, que caiu de 110,74 em 2007 para 43,33 em 2008.

"Novo Aripuanã é o município que tem se revelado como o mais problemático nessa questão ambiental", disse Pereira. "Essa é, sem dúvida, uma área que precisa de um trabalho mais intenso dos órgãos de fiscalização", assinalou Pereira.

Em 2008, a operação Guardiões da Amazônia, que congrega a fiscalização do Ibama, PM e outros órgãos públicos, resultou em R$ 382,1 milhões em multas; embargou mais de 19,4 mil hectares de terras, e aplicou 132 autos de infração. O custo total da operação foi de R$ 1.078.463.

fonte: Folha Online